Existe  vida após a licença-maternidade

Quando eu descobri que estava grávida, foi uma alegria muito grande! Eu desejei muito a gravidez. A vida se encaminhou de um jeito tão benevolente comigo, consegui mudar de um emprego que me consumia as forças emocionais e mentais, com turno de oito horas diárias, para um emprego de ambiente saudável e tendo que cumprir apenas a jornada diária de seis horas .

Curti cada momento daquela fase. Fiz programa físico para gestante, conheci muitas mulheres que se tornaram amigas (de barriga e de vida)! Compartilhamos as angústias, as incertezas, as vitórias dos nascimentos, a superação da ideia de parto que criamos e comemoramos as pequenas vitórias e desenvolvimento dos nossos pequenos rebentos.

Quando o meu Miguel completou seis meses, eu voltei ao trabalho. E, posso falar? Achei ótimo! É claro que voltar para casa ao final do expediente e vê-lo chorar ou virar o rosto para mim em demonstração de mágoa pela minha ausência me doía. Em contrapartida, falar de outros assuntos que não a rotina de troca de fraldas, noites insones e peculiaridades da maternidade me fez muito bem. Não tive crise e nem  chorei por ter que voltar ao trabalho e “deixar” meu filho. Ele estava bem cuidado – eu pensava. Todo mundo passa por isso; foi e é bom para ele também ficar um pouquinho longe da mãe.

Para algumas pessoas, falar que achei bom voltar a trabalhar soa insensível, liberal, desapegado. Quer saber? Estou sendo a mãe que achei que seria, cheia de amor pelo meu filho, mas com a certeza de que sou uma pessoa com múltiplos aspectos e funções. Sou mulher, mãe, esposa, amiga, profissional, sonhadora e aprendiz. Quero um filho amoroso, que saiba que tem em mim um refúgio sempre seguro, e com tamanha confiança em si próprio, e certeza do amor que lhe é dirigido. Um filho que não tenha medo de voar, de conhecer o mundo e desbravá-lo. Quero um filho com emoções saudáveis. Sabe a canção, “eu quero uma casa no campo… e um filho de cuca legal”? É isso!

Ser mãe é uma delícia, uma descoberta atrás de outra descoberta. É difícil também! São múltiplos questionamentos e incertezas, mas é aí que mora a beleza desse dom. Tenho a missão de amar, educar e também, de ensinar que ele será sempre meu filho, mas adquirirá ao longo de sua vida outros papéis importantes.

A vida após a licença-maternidade tem me ensinado muito. Eu tenho prestado atenção aos detalhes e tentado aprender bem as lições. Ser mãe é maravilhoso,e  sair de casa para trabalhar, também! Voltar para meu ninho de aconchego e amor ao final do dia tem um sabor especial. Ver meu filho passar um dia feliz longe da mamãe aqui, me mostra que estou no caminho certo.

Cresça, meu menino! Estarei sempre aqui, mas quero te ver voar alto e realizar os sonhos mais lindos!

juliana moreira

Juliana Moreira é brasiliense de certidão e coração, casada, mãe de um menino, com formação e atuação profissional em direito, mas amante da literatura.Extrovertida e sorridente. Adora conhecer pessoas, viajar, comer bem e desfrutar a vida na companhia de sua família e de seus amigos. Apaixonada por livros. Tem a escrita como terapeuta preferida. Católica que tenta sempre se aproximar mais de Jesus Cristo e aprender dele o bom caminho. Idealizadora do @eumaeleitora

17 comentários sobre “Existe  vida após a licença-maternidade

  1. Ju, como sempre te digo, você é fonte de inspiração! E, diga-se de passagem, aquele meu ex, que é cri-cri pra caramba e julga todo mundo (literalmente rs), tb te achou incrível! Não tem como ninguém achar diferente! Simpatizei de cara com você. É como dizem: a gente não faz amigos, reconhece-os. Parabéns por ser a pessoa que você é. Super atarefada, mas sempre com um sorriso no rosto e cheia de ternura. Se a vida tem sido boa com você. é porque você não merece menos! Um beijão!

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    1. Que lindo, Mari! Muito obrigada! É tão bom receber esse carinho! Nos reconhecemos na vida e foi um grande prazer! Toda felicidade para sua vida! Que ainda possamos partilhar muitos bons momentos! 🥰😘

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      1. Parabéns pelo texto Ju! Lindo, lindo! Num primeiro momento da maternidade nossa identidade fica escondida, ofuscada pela beleza do bebê. Mas, depois, tudo começa a se encaixar. Eu vivo uma experiência diferente. Meu patrão é o Rafael (😅), então, nada de muito descanso. Quando cuidamos de um bebê, nós temos o mesmo estresse de alerta que o soldado em exercício de guerra. Grandes bjs

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  2. Ju que lindo, e quanta maturidade percebo nas suas palavras quando diz: “Ver meu filho passar um dia feliz longe da mamãe aqui, me mostra que estou no caminho certo”, afinal essa é a principal missão da maternidade, preparar a cria para enfrentar as alegrias e angústias durante a caminhada nessa terra. Você é minha inspiração amiga!!

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  3. Obrigada, Vanessa! Que responsabilidade ser inspiração para alguém! Fico feliz em ajudar outras pessoas contando minhas experiências! Bom demais dividir isso com vocês! 💞

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