De repente, empreendedora!

A moda do momento nas redes sociais, TV, revistas é falar sobre empreendedorismo, como empreender, incentivos para começar seu próprio negócio. Comigo não foi diferente e vou contar um pouquinho sobre como me aventurei neste oceano com muitas possibilidades.

No dia 19 de novembro comemora-se o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. Pensamos logo na Luiza Helena, do Grupo Magazine Luiza; na Mary Kay Ash, fundadora da Mary Kay; ou Sônia Hess, da Dudalina. Grandes mulheres, grandes empresas. Porém, pergunto a vocês: e as outras mulheres? Aquela que vai para a praia vender picolé, a cabeleireira, a dona da lanchonete? Todas essas também têm o seu lugar no empreendedorismo e os números das pesquisas do SEBRAE comprovam isso – as mulheres já representam metade dos novos empreendedores do país. Uau! Estamos buscando nosso lugar ao sol!

Eu não sou uma empreendedora nata, estava feliz com meu trabalho, fazendo pós-graduação para ter outras possibilidades. Até que fui surpreendida pela crise econômica e pela demissão. A surpresa não parou aí, fui convidada por uma amiga muito querida – essa, sim, empreendedora nata – para começarmos nosso próprio negócio. Mergulhamos de cabeça nesse projeto, abracei os sonhos dela como também sendo meus e estamos nos aventurando na área de treinamentos e capacitação profissional. Neste tempo, também descobri que é possível mudar a vida de muitas mulheres sendo consultora de beleza e resolvi arriscar em mais um projeto.

Não é fácil começar um negócio, é necessário buscar ajuda, informação (santo Sebrae!). E assim temos feito, tentando, arriscando, caindo, levantando, acertando! Alguns dias nos questionamos se estamos no caminho certo, se é isso que queremos para nossas vidas. Nesses momentos sempre me lembro do processo de coaching que fiz e que foi um divisor de águas na minha vida: se as minhas escolhas me direcionam na missão que escolhi para mim, então estou no caminho certo. Enquanto eu estiver trabalhando pensando no outro e no bem comum, no desenvolver o potencial das pessoas, melhorar a autoestima delas, estarei no caminho certo.

Hoje consigo ter a dimensão que a escolha que fiz é resultado de um processo longo de autoconhecimento. Todo o processo de coaching, que passei há dois anos, me fez olhar mais para mim mesma, querer saber quem eu sou, quais os meus sonhos, o que deixei para trás e que ainda podia ser resgatado. Mais recentemente, lendo o livro “Sonhos de Vida”, do Anselm Grün, toquei novamente nesta realidade. O autor nos faz parar e voltar à infância, recordar do que gostávamos de fazer, prestar atenção aos detalhes e como eles já indicavam algo sobre nossas profissões. Lembrei que todo período de férias, meus irmãos e eu transformávamos nossa casa em um escritório, cada um com uma função, com sua própria sala, usando os bloquinhos de papel que meu pai trazia e a máquina de escrever da minha mãe. Aí estão os meus indícios!

Cada detalhe deste livro e do coaching me deram a segurança do passo que estava dando. O autoconhecimento e a espiritualidade são os pontos fortes deste meu tempo; sem minhas orações e minhas lágrimas pedindo direcionamento a Deus, os dias de alegria e o sentimento de missão cumprida não teriam o sabor que têm.

Gostaria de compartilhar com vocês o mesmo trecho do poema que usei no depoimento que escrevei ao final do coaching. Que seja motivador para cada um, assim como foi fundamental para minhas escolhas, e que possamos aprender uns com os outros que é possível realizar nossos sonhos!

“Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. (…) Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. (…) Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos (…) Viva hoje! Arrisque hoje! Faça hoje! Não se deixe morrer lentamente!” (Morre Lentamente, de Marta Medeiros)

 

foto rede mulher empreendedora (1)

Geisa Maria de Paiva

Relações Públicas, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Pessoas e Psicologia Organizacional. Sócia da Viva Capacitação Profissional e consultora de beleza da Mary Kay. Mineira, mas paulistana de coração. Gosta da simplicidade da vida do interior e também das possibilidades da cidade grande.

5 comentários sobre “De repente, empreendedora!

  1. Oi Geisa! Lendo a sua história, fiquei refletindo sobre a minha. Dois pontos chave identificados: autoconhecimento e família! Ainda adolescente meu pai dizia: ” Mesmo que trabalhar como funcionária, faça o trabalho como se o negócio fosse seu.”. Foi uma mensagem mágica que hoje, na trajetória como uma das Muitas Marias empreendedoras, ganhou muita mais força. Me alimento diariamente da palavra “acreditar”, e acho graça da frase “Enquanto uns choram, outros vendem lenço”. Acho que é isso: estou construindo meu caminho para também vender meus lenços.

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  2. Geisa, querida amiga. Parabéns, texto ótimo.
    Sem dúvida o sacrifício é mesmo isso, é o ofício de doar algo muito precioso. Você sacrificou seu tempo de lazer, seu tempo com a família e amigos para ter este retorno maravilhoso que vai lhe trazer muitas alegrias ainda.

    Abraços.

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