Existe câncer após o outubro rosa?

Outubro já se foi e, com ele, toda aquela mobilização em torno da prevenção do câncer de mama. Agora, só ano que vem pra gente se lembrar de fazer o autoexame e se informar sobre o tema, certo?

Errado!

A campanha que deixa o país coloridinho, dos monumentos aos perfis nas redes sociais, passando pela distribuição da fitinha em forma de laço para colocarmos na roupa é importante para a conscientização; mas nós mulheres precisamos estar atentas e buscar informação de qualidade sobre o tema nos demais períodos do ano ( os homens também– porque eles também podem ser acometidos por esse tipo de câncer).

Há algumas semanas conheci a Hellen Matarazzo, mestre em economia e que desenvolveu o Observatório de Oncologia, a partir de dados verídicos e confiáveis disponibilizados por organizações de pesquisa em saúde. Esses dados, geralmente, vêm em planilhas e só iniciados no tema conseguem descrever; mas essa jovem transformou aquele monte de taxas, índices e números de casos relacionados ao câncer em um formato simples e acessível para visualização, tanto para pesquisadores da área como também para o público em geral saber um pouco mais sobre diferentes tipos de câncer – inclusive o de mama. Por exemplo, sabia que a amamentação e a prática de atividade física são fatores de proteção, ou seja, diminuem as chances de você ser acometida pelo câncer de mama? Lá no Observatório consegue-se visualizar um pequeno mapa com as regiões com maior quantidade de casos no Brasil, além de apresentar estimativa de novos casos no país.

Para conhecer melhor o projeto, clique aqui. 

É importante dizer que não há um consenso entre os especialistas sobre a idade ideal para se fazer mamografia. Recentemente, a Sociedade Americana de Câncer recomendou que seja feita a partir dos 45 anos. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia defende que após os 40 anos as mulheres devem fazê-la anualmente; mas, segundo o Ministério da Saúde, mulheres sem histórico da doença podem iniciar o exame a partir dos 50 anos e realizá-lo a cada dois anos (inclusive, pode-se fazer pelo SUS a partir dessa idade).

Talvez você não esteja interessada nesse tipo de informação por achar que nunca vai acontecer com você, ou que isso é coisa pra sua mãe ou avó se preocuparem. Então, conte pra elas, divulgue essa informação e verifique com o seu ginecologista quando você deve fazer o exame; afinal, a primeira responsável pela sua saúde é você. Em minha família, tenho (e tive) tias com diagnóstico de câncer. Em alguns casos, descobriu-se tardiamente por elas terem passado a maior parte da vida sem nunca terem feito uma mamografia. Infelizmente, nem todas estão aqui hoje para contar sua história … e saber que essa informação poderia ter permitido diagnóstico precoce, e talvez, que elas vivessem mais é duro, em especial para mim que trabalho com pesquisa em comunicação e saúde, e  saúde das mulheres.

Que a gente continue se informando e conversando com nossas amigas e parentes  sobre a prevenção e detecção precoce dessa doença,  para que mais mulheres tenham vida e vida em abundância.

2 comentários sobre “Existe câncer após o outubro rosa?

  1. Vou confessar uma coisa. Se todo mundo que está com a foto do perfil cor de rosa se cuidar os índices vão cair assustadoramente. Tenho dificuldade com modismos sem a absorção real do que está sendo proposto. Oxalá todas que estão cor de rosa estejam de fato se cuidando,

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