Somos definidos por atitudes

Somos definidos por atitudes, sem dúvida alguma! E o que nos diferencia uns dos outros é, simplesmente, isso: atitude.

Vejo o exemplo de Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, Zilda Arns e os exemplos deixados por Joãos e Marias, Josés e Sebastianas da vida.

Eram um só, mas como nós, desejavam um mundo mais justo e equiparado sem tantas desigualdades; sabendo que somos todos diferentes, mas que cada um deve ter seu direito defendido. 

Indianos têm leis que diferem em muito das leis brasileiras, e quem está errado? Somos  diferentes! Temos culturas diferentes, assim, palavras mal usadas e interpretadas erroneamente nos levam à completa ignorância diante da vida, e do que ela é de fato: única pra todos nós. 

Segundo a Constituição Federal, todos deveríamos ter alimento, moradia, saúde e afins como algo básico. E aqui encontramos a desigualdade, mas não mataremos a fome na  Índia deixando Eike Batista pobre. 

Desigualdades existem e me refiro ao acúmulo de um lado da corda e carência do outro lado. No entanto, não é dando dinheiro aleatoriamente, sem desenvolver um plano estratégico que empodera os cidadãos, que solucionaremos os problemas que nos assolam. Aliás, um sistema que se preocupa em apenas dar dinheiro em bolsas sem viabilizar o aprendizado de qualidade, um sistema de saúde digno para todos e acesso a outros direitos básicos cria um sistema fraco e dependente, com cidadãos escravizados por promessas.

Vamos pensar em duas situações: uma pessoa é rica, mas sabe distribuir esse dinheiro, gerando emprego, salários justos, propiciando o desenvolvimento. Outra pessoa é de baixa renda, mas, diante de algumas ofertas de trabalho prefere não se esforçar porque sabe que outras pessoas lhe sustentarão. Quem está sendo injusto aqui? 

A pior pobreza nunca foi e nem será de dinheiro, porque isto se ganha e se perde, a pior e mais cruel pobreza é a perda dos valores da vida.  Uma pessoa que passa a vida sem saber o porquê de se estar vivo, sem ter um objetivo, um sonho a realizar, um amor pra se  amar, pode ter todo ou nenhum dinheiro do mundo, em ambos os casos seria miserável.

É a soma de forças que faz a diferença. As ações pelo bem são conjuntas, se existe alguém com poder econômico que pode gerar empregos, distribuir renda, cooperar com a sociedade, existem também os que nada possuem além de ideais e fizeram tanto quanto quem tem dinheiro, e digo mais, muitos contaram com seus ideais para persuadir pessoas com poderio econômico a ajudar financeiramente. 

Se uns  detêm só o dinheiro, outros o ideal;  ambos sem ação de nada servem. Criticar o sistema nunca resolveu, arregaçar as mangas sim! Unir forças,  dar a sua voz a quem não tem, quem sabe meios corretos e honestos de viabilizar um bem ao próximo e não o faz, peca por omissão.

Não tenho dúvidas!

Não posso fazer grandes coisas, mas posso ser uma pessoa melhor para os que vivem próximos a mim, na minha rua, na minha casa. Posso não ser um cristão, e isso não faz ninguém “menos” bom que alguém. Gandhi se fosse católico seria considerado um grande santo, mas é Bramanista, religião indiana e isso o fez “menos” bom? Defendeu seu povo, deu voz a eles, deu sua vida por eles.

Menos blá-blá-blá, mais ações concretas. 

Acho engraçado que campanhas para que uma marca volte ao mercado funcionam super bem, mas da mesma forma, a campanha “não foi acidente”  ou ainda “fora tal político” não atingem o mínimo de  assinaturas necessárias. todos concordamos que a embriaguez no trânsito ceifa muitas vidas inocentes, e todos sabemos que há políticos corruptos no poder e, mesmo assim, não parecemos tão  “comprometidos” com a causa. 

Betinho, Madre Tereza, Gandhi tinham amor à causa! Amor ao próximo, como o próprio Cristo, deram sua vida e testemunho pra que os menos favorecidos fossem alcançados.

Não quero mais palavras, frases bonitas, cansei! Quero atitude! Não quero gente que acha lindo dizer que “fulano” não nos representa, mas não age com igualdade dentro da sua própria casa e é incapaz de respeitar aos outros, e o direito do outro em “ser”. Não quero pessoas que postam no Facebook suas revoltas contra tal partido, mas não sabem respeitar uma simples fila do banco ou sinal vermelho. Temos de defender causas, sim, mas antes conhecê-las e viver o que pregamos. O mundo anda muito barulhento, como uma carroça vazia em estrada pedregosa, ninguém se entende; enquanto isso, enquanto uns olham o “boi de piranha”, a boiada passa.

Palavras me cansam, discursos inflamados não me comovem mais. Me sinto em plena ágora, onde se ganha tudo no discurso, mesmo que não seja verdadeiro. Mas é bonito, né?

Quero mais Betinhos,  mais Mandelas, mais cristãos em atitudes e menos falsos bajuladores, mais ação e menos blá-blá-blá, inclusive o meu!

 

IMG-20151102-WA0008 (1)Cristina Coutinho

Paranaense, formada em Administração e graduanda em Psicologia, na ciência encontra a essência e reconhece que, quanto mais aceita quem é, avança. Ama música, poesia e saudade; todas a levam em direção ao céu. Acredita no poder da palavra escrita e da linguagem verbal, ou não. Entende que a vida flui de dentro pra fora e, por isso, o amor deve ser sua maior necessidade diária.

4 comentários sobre “Somos definidos por atitudes

  1. Nossa, adorei esse texto..
    Engraçado, tenho pensado muito nessa palavra essa semana: atitude..
    Atitude é a chave pra mudança, né? Porque só teoria ou boas intenções não vão nos levar a lugar nenhum..
    Parabéns Cris!
    Bjo,

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    1. Obrigada Tassiana!
      De fato, atitude é a palavra. É ela que nos põe em movimento para alcançarmos nossos objetivos, nossos sonhos.
      Deus te abençoe!
      Um beijo. 🙂

      Cris

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