Ser mãe de menino

Sempre sonhei em ser mãe e, no meu íntimo, sempre quis que meu primeiro filho fosse homem. Deus ouviu os pedidos do meu coração e, assim, veio o Rafael. Em 2012, novamente um menino, veio ao mundo meu segundo filho, Daniel. Eu desejava que fosse menino novamente. Dois lindos filhos. Três filhos fizeram parte de nossos planos, desde nossos votos matrimoniais. Antes de engravidar novamente, muitos falavam: “Agora vem uma menina para completar.” “Com dois meninos, tem que vir uma menina”. “Ah, como são sortudos e abençoados Pais que têm menino e menina”…

Logicamente, fui levada por esses comentários e fiquei tão presa a essas opiniões que me esqueci do que havia sonhado… do que meu coração ansiava. Veio a profecia da gravidez. Como fazemos o método Billings (método natural de planejamento familiar), “programei” para ser uma menina.

Notícia da gravidez, avalanches de mais opiniões: Uma menina… agora vem uma menina. Poucas opiniões foram sensatas: não importa o que venha, desde que seja amado ou amada. Escutei de uma tia muito querida: o Senhor já sabe quem está aí em você. Espere apenas o tempo para saber. Mas Ele sabe quem é, ame!

Em uma noite, sonhei que estava dando à luz um menino, a cara do meu filho mais velho. E no sonho, ao segurá-lo, a voz de Deus foi nítida e clara: “Se for um menino, tem coragem de rejeitá-lo?” Imediatamente, no sonho eu respondi que não. E sentia o amor por aquele menino, segurava-o com tanta firmeza. Acordei. Eram 3 da manhã. Pensei: é menino. Vou ter um menino. Ainda assim, não conseguia aceitar de forma plena.

Dia de descobrir o sexo e adivinhem: menino. O meu mundo caiu. Um menino. Comecei a falar de forma ríspida com Deus, mas meu coração foi se acalmando. Olhei para o meu ventre e vi o presente que ali estava. Uma vida sendo gerada e o sonho de finalmente colocar o nome de um filho de André! Meu André estava a caminho!

A partir de então, começava outra saga. Não foram poucas as vezes que ouvi: “Que lindo! Dois filhos! E agora? Uma menininha, né? Eu respondia: Não. Um menino, André. E o que as pessoas respondiam? Ahmm! Se eu me incomodava? Não. No meu íntimo, eu agradecia.

Em todo o processo gestacional, reavivou-se em minha memória o quanto eu sempre admirava famílias que tinham meninos. A começar pela minha sogra, meu exemplo! Ver como meu marido e meu cunhado a tratavam. Como eles cuidavam, zelavam por ela. Como ela era preciosa, mais que diamante para eles. Como ver tudo isso me enchia de esperança e alegria. Esse era meu íntimo enterrado pelas opiniões, e ressuscitado por Aquele que tem todos os meus dias em suas mãos.

Há uma certa mania de nos basearmos estereótipos. Não de hoje que escuto que ter uma menina é bom, porque só menina cuida dos pais, que netos de filhas têm uma relação mais próxima e íntima. Não! Vigiemos como cuidamos e ensinamos nossos filhos. Isso serve tanto para meninos e meninas. Família é família. Ela não pode ser dividida. É gratidão e dever nosso cuidar de nossos pais se eles precisarem. É dever nosso cuidar de nossos sogros e sogras, pois eles nos deram o bem mais precioso!

André nasceu lindamente em casa, como todos ao redor. Com o amor exalado em nossa casa. Tudo completo. Ser mãe de meninos é a maior benção que eu poderia receber. Esta é a minha vocação, formar grandes homens, que possam todos os dias escolher o melhor, que honrem suas vocações e vivam com excelência.

Ser mãe de menino é receber um abraço tão sincero, tão acolhedor, forte, seguro. É aprender dia a dia o que é lealdade. Homens são leais. São práticos. São protetores. São essenciais para nossa vocação. Para que enalteçam o ser mulher. É maravilhoso o universo masculino. É poder entender o próprio Jesus. É poder amar mais meu esposo. É poder ser mais mulher.

Ser mãe de menino é aceitar o plano de amor que Deus tem para minha vida. Eu olho meus meninos e vejo que tudo está completo. E se eu tivesse uma menina? Não importa. Sabe o que realmente importa? Sonhar os melhores sonhos e vivê-los. Do meu sim e do de João, nasceram Rafael, Daniel e André. Esses pequenos grandes homens são o nosso sonho realizado.

Ganhamos muito mais nessa vida quando nos deixamos ser moldadas e levadas por Aquele que detêm o ontem, o hoje e o amanhã. Não sabemos o que é melhor para nós, mas Ele conhece o que realmente nos faz feliz. E finalizo com uma frase linda de uma amiga virtual, que carinhosamente se dispõe a me ensinar a ser mãe de meninos: Você ganhou mais três melhores amigos para o resto da vida.

 

Carlena

Carlena Upiati Souza Carneiro. 33 anos. Casada. Mãe de três meninos. Advogada, Pós-Graduada em Direito Trabalhista e Empresária. Serva do Senhor em construção. Devota da Virgem de Guadalupe.

12 comentários sobre “Ser mãe de menino

  1. Que lindo!!! Tenho dois filhos e amo ser mãe de menino! E amaria ser mãe de menina também. Nós mães amamos os filhos, menino ou menina, saudável ou doente… apenas amamos 😍Mas ouvi de uma pessoa, quando fiquei sabendo o sexo do segundo filho:” Nossa, você deve estar decepcionada, né? ” Eu respondi: ” sim, decepcionada com você!🙊

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  2. eu conheço uma família que tem 5 meninas. São muito felizes, realizados, e a casa é uma festa de maquiagem, cor de rosa, brigas, ciúmes, compreensão, amor… Acredito que se passarmos a ver esses lindos tesouros independente dos estereótipos do mundo, seremos agradecidos e nem levantaremos a questão, ou sentiremos a necessidade de corresponder às expectativas de outros. os meninos e as meninas são seres maravilhosos, c suas qualidades, características e com defeitos, q estamos aqui somente para ajudarmos a melhorarem. eu vejo aqui em casa bem a diferença dos dois, e não há um melhor que o outro em nada. eles se completam, se ajudam, e aí vemos a perfeição de Deus. Nosso mundo precisa de homens e mulheres de Marias e Joãos . Somos privilegiados não por termos um de um sexo, ou de outro sexo, mas sim por termos sido escolhidos para amá-los e ajudá-los aqui nessa terra. E isso independe também de gravidez de “barriga” , ser mãe é algo que vai além, como as mamães de coração – o que já é um outro assunto …

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    1. Disse tudo!!! O importante é sempre acolher e cumprir a vontade de Deus. Com isso, vivemos a verdadeira liberdade. longe de estereótipos, longe de moldes que mais escravizam, do que nos fazem crescer. Obrigada pela partilha e ensinamento.

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