Viver o luto de quem não veio

Eu e Isaac temos quase três anos de casados. Nos unimos no dia 29 de junho de 2013. Nos casamos com apenas 22 anos, algo que para alguns sempre foi muito precipitado. Por uma decisão tomada com muita consciência e juntos decidimos passar a utilizar o método Billings para espaçar os filhos no final do ano de 2015. O método que alguns até hoje chamam de tabelinha e também acham que é loucura funciona muito bem, viu? Contanto que você siga as regras básicas, logicamente!

Eu e Isaac acabamos não seguindo essas “regras básicas” e já podem imaginar o que aconteceu, né? Engravidamos. Foi no final de janeiro e não foi planejado. Não descobrimos de imediato, mas, assim que nos encontramos com um casal que temos como orientadores nossos, eles nos alertaram sobre a possibilidade. Os testes só comprovaram as suspeitas. Fiquei assustadíssima, mas depois é claro que a alegria tomou conta de mim. Isaac, desde que soube, já ficou radiante.

No dia 10 de março, meu aniversário, fizemos a primeira ecografia. Já estava com sete semanas e alguns dias. Ouvimos o coração do nosso bebê pela primeira e única vez. Ganhei as primeiras meinhas dele e o primeiro body. Estava acostumadíssima com a ideia e feliz. De uma maneira que não dá para explicar.

No dia 23 de março, no trabalho, fui ao banheiro no final do dia para poder ir embora. Observei que estava com um sangramento de alguma importância. Saí do banheiro, não falei nada a ninguém. Saí da sala e liguei para meu marido. Tentei ser sóbria, demonstrar pouca preocupação, mas por dentro meu coração palpitava.

Em pouco tempo Isaac estava à porta do prédio me esperando. Entrei no carro e não aguentei. Comecei a chorar. Chegando ao hospital esperei por algum tempo para ser atendida. Mesmo explicando a situação, não houve tratamento especial. Acho que já sabiam, mas não importava que eu e Isaac não soubéssemos. Fui atendida, o médico me fez inúmeras perguntas, começou a falar sobre como era normal sofrer aborto nos primeiros meses e pediu que fizesse alguns exames.

Fomos ao laboratório e fizemos os exames. O resultado demorou tanto que pensamos ou tentamos nos convencer de que não seria nada. O médico olhou os exames, disse que parecia estar tudo normal já que não sentia dores e o hormônio próprio da gravidez estava em níveis bons. Ele me mandou ir para casa e voltar no outro dia para refazer os exames.

Na quinta-feira cedo estávamos lá no hospital novamente. Fizemos o que nos foi recomendado. A médica, que não era ginecologista, viu os resultados e como quem já sabe o que aconteceu falou que aguardássemos que ia falar com a ginecologista de plantão. Plantão, pois em Brasília parece que tudo para mesmo dias antes do feriado, que no caso só seria na sexta.

Ela voltou. Nos falou sobre como era comum abortar nos primeiros meses, mas que precisava fazer uma ecografia já que não havia sangrado mais. Fui fazer o exame. Chegando lá o radiologista não podia me atender, pois tinha pacientes agendados esperando e se me atendesse não conseguiria sair ao meio-dia e curtir seu feriado antecipado. A médica precisou procurar alguém para me fazer o exame. Encontrou uma boa alma. Ou deveria dizer um profissional sem horário para ir embora.

Me deitei e o exame começou. No rosto do Isaac via uma grande apreensão. O radiologista perguntou:

– A primeira gravidez?

Eu já não tinha voz por mais que tentasse. Isaac respondeu:

-Sim.

Seguiram mais perguntas até a crucial:

– Na última ecografia ouviram o coração?

Isaac respondeu já abandonando seu lugar inicial:

– Sim, por quê?

O radiologista respondeu sem cerimônia:

– Não tem mais atividade cardíaca.

Nunca mais esquecerei a expressão do Isaac. Saímos da sala sérios, mas sem acreditar. Sentei na sala de espera e chorei como uma criança. Depois disso ainda precisávamos passar pela ginecologista, mas ao chegar ao consultório ela não estava lá. Já era meio-dia e pouco e ela não podia nos aguardar. Afinal, era véspera de feriado.

Voltamos à primeira médica para receber orientações depois que Isaac teve um acesso de desespero. Chegando lá tinham mais duas médicas na sala. Nos sentamos e a moça começou a falar sem mandar as outras saírem, já que pelo menos para nós era um momento difícil. As duas ficaram lá e chamaram mais um colega. Enquanto ouvíamos mais um vez a história do quanto é normal abortar nos primeiros meses e Isaac questionava o resultado do exame como quem não queria acreditar. As médicas mexiam no celular, conversavam, riam e falavam de outro colega de trabalho. Nunca mais esquecerei aqueles rostos. Todos imunes à nossa dor.

O que mais ouvi foi que era totalmente normal, que teria outros filhos. Para mim Deus cria cada criatura com uma alma própria. Por mais que venham outros filhos, aquele que perdi nunca será substituído.

Além do momento, da dor, da falta de aceitação, ainda me causava mais estranhamento o fato de não lembrar de mulheres me contando que perderam seus filhos. Dias mais tarde quando os amigos e conhecidos começaram a saber da notícia ouvi inúmeros relatos de mulheres que perderam seu primeiro filho.

Jornalistas, como eu, advogadas, professoras, donas de casa. Todo tipo de mulher, com todo tipo de trabalho e situações. Como não conhecia essas histórias tão próximas?

As mulheres não falam sobre isso. Talvez porque não querem reviver a dor ou por acreditar que a banalidade com que alguns profissionais tratam isso seja realmente o normal. Que realmente seja banal. Não é. Se soubesse que isso acontecia com tantas mulheres sei que minha dor não seria menor, mas não teria me culpado tanto. Me fiz tantas perguntas, me culpei por cada estresse, cada peso que carreguei mesmo por segundos, por cada trabalho que fiz.

Hoje já entendi apesar de ainda estar extremamente triste. Cada vez que vou tomar banho choro muito porque depois de tudo ainda sangramos por dias até que o corpo esteja totalmente limpo. E também tenho medo. Medo de engravidar de novo. De voltar ao trabalho. De ter que responder perguntas. Mas vou superar tudo. Vou ter outros filhos. E por mais que alguns achem incômodo, que achem que estou exagerando afinal só eram dois meses, vou contar essa história para que algumas poucas mulheres saibam que essa realidade existe. E entendam que merecem ser bem tratadas, de modo mais humanizado, seja num hospital público ou particular.

Gabriela-Oliveira

Gabriela Oliveira, casada, jornalista e especialista em assessoria de comunicação. Nascida no DF, mas com sangue nordestino correndo nas veias. Apaixonada por uma boa conversa, música e por escrever. Católica desde sempre.Descobrindo que a vida se descobre aos poucos.

38 comentários sobre “Viver o luto de quem não veio

  1. Sua história é muito parecida com a minha. Também casei nova (com 20 anos) e com 25 tentamos nosso primeiro filho. Tive dois abortos espontâneos, mas o segundo me marcou muito porque eu já tinha ouvido o coração bater… estava de 10 semanas quando tive um pequeno sangramento e o médico disse que o coração do meu pequeno não batia mais. Além de toda dor da perda, ainda fui muito mal atendida por um médico que me deu um remédio para provocar contrações a fim de “limpar” o útero, que resultaram em uma ida a emergência na madrugada quase desmaiada de tanta dor. Lá os médicos se apavoraram com a conduta desse doutor que me deu tal remédio… quando cheguei em seu consultório ele só olhou pra mim e disse: “Ué, porque você não tomou um remédio para dor? Acho que esqueci de te prescrever um então.” Fora outras bobagens absurdas que ouvi dele nesse período. Fiquei traumatizada e só fui tentar engravidar novamente anos depois. No fim, achei que não poderia mais engravidar pois estava há muitos anos tentando. Mas eis que em 2014, quando eu nem pensava mais nisso, veio a minha benção. Confesso que a gravidez foi muito difícil pois eu tinha um medo muito grande de que a história se repetisse. Quando eu sentia qualquer coisa diferente, largava tudo e ia pra casa, deitava na cama e rezava para que nada de ruim acontecesse. Mas Deus faz tudo certo e na hora certa. Hoje tenho um menino lindo, cheio de saúde, verdadeira benção em nossas vidas.
    É sempre muito bom ler e ouvir relatos semelhantes ao que passamos, pois assim nos sentimos acolhidos e abraçados em nossas dores e sabemos que um final feliz é sempre possível. Abraço!

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    1. Fernanda, felizmente não precisei tomar esses remédios, mas como meu corpo não conseguiu expelir tudo tive dores insuportáveis e ainda precisei fazer uma curetagem. Tudo relacionado a essa situação é muito doloroso fisicamente e emocionalmente, mas espero poder voltar aqui para falar da felicidade de esperar e receber um novo bebê, que possa ficar conosco. Também tenho medo da próxima gravidez, mas que Deus possa cuidar desse meu medo e da minha próxima gestação como fez com você. Um grande abraço.

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  2. Chorei. De novo. Gabi, você me inspira! O fato é que em meio a sua dor e de Isaac ainda consegue ver sutilezas e falar verdades, olhando no olho, ou ainda com suas palavras tão bem escritas.
    Quando meu telefone tocou a primeira vez, meu cração saltado me pertubava, será que ela foi bem atentida? será que foi acolhida nesse momento? Não atoa, além de sensível, como sou, trabalho com humanizaçaõ no SUS, e me questionei, o que ela terá para nos contar?
    Fiquei triste, envergonhada, pela falta de olhar humano por onde passaram. Afinal, o feriado chegou…
    Mas, ainda teremos outros carnavais, outros natais em família, crianças minhas e suas correndo pela casa. E não esuqeça, há de reservarem meu quartinho para visitas para sempre. Amo vocês!

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    1. Minha loira, sempre terá um espaço para recebê-la aqui em casa. Para comermos uma comida gostosa preparada pelo Isaac e para falarmos da vida. Também será muito bem vinda para plantar ideias revolucionárias na cabeça de nossos próximos filhos, enquanto eu e Isaac o educamos em regime militar, rs. Nunca esquecerei de como tudo aconteceu, pois o momento é tão sensível que se tudo fosse diferente ainda sim lembraria. No entanto, sei que existem profissionais diferentes. Quando fiz o procedimento cirúrgico fui muito bem tratada, por pessoas diferentes, mas no mesmo hospital. Espero que esse depoimento além de confortar outras mulheres também possa mudar algo em alguns profissionais. Um grande beijo.

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  3. Chorei. De novo. Gabi, você me inspira! O fato é que em meio a sua dor e de Isaac ainda consegue ver sutilezas e falar verdades, olhando no olho, ou ainda com suas palavras tão bem escritas.
    Quando meu telefone tocou a primeira vez, meu coração saltado me pertubava, será que ela foi bem atentida? será que foi acolhida nesse momento? Não atoa, além de sensível, como sou, trabalho com humanização no SUS, e me questionei, o que ela terá para nos contar?
    Fiquei triste, envergonhada, pela falta de olhar humano por onde passaram. Afinal, o feriado chegou…
    Mas, ainda teremos outros carnavais, outros natais em família, crianças minhas e suas correndo pela casa. E não esqueça, há de reservar meu quartinho para visitas para sempre. Amo vocês!

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  4. Gabriela, no ano passado vivi isso duas vezes e, assim como você, desconhecia esses casos de perdas.
    Sei o quanto dói o coração, o quanto é difícil aceitar (ainda não aceito), o quanto a gente chora e se desespera, o quanto a gente queria conseguir reverter essa questão, o quanto as pessoas tratam de maneira simplória e “normal”, o quanto nos julgam e acham que é drama, e isso tudo só aumenta o vazio no nosso coração … mas com o tempo as coisas vão ficando mais claras e Deus vai consolando a gente.
    Diante de tudo isso, ficou pra mim a certeza de que é impossível esvaziar-me Daqueles que permanecerão em mim, eternamente. Todos os dias lembro-me deles, os chamo de Anjinhos, e os coloco em minhas orações. O que me resta é agradecer a Deus pelos poucos dias em que pude tê-los em meu ventre e amá-los com o maior AMOR do mundo.
    Espero que vocês consigam passar por isso de maneira tranquila e serena. Que toda essa dor seja transformada em júbilos e que em breve vcs tenham muitos motivos pra sorrir. Ps. Também sou usuária do MOB há 9 anos, fiquei feliz em saber que vc conhece o Método de Ovulação Billings. Paz e Bem!

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    1. Cristiane dos Anjos obrigada por me contar sua experiência. Realmente é difícil e talvez nunca tenha o discernimento necessário para compreender, mas Deus continua sendo minha fortaleza mesmo quando O questiono porque isso aconteceu. Outros filhos virão para nós e aquele amor de gerar vai acabar com o medo que sinto dentro de mim e dividir espaço com o amor que sempre terei pelo meu anjinho. Um abraço.

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  5. Sua historia e muito parecida com a minha.Tambem passei por isso.Mas ganhei um anjinho que olha por mim.Ouvi o coracaozinho com 7 semanas e depois com 12 semanas no proximo ultrassom o medico disse que nao havia mais batimentos.Me passaram remedio para induzir o aborto e fazer a curetagem.A dor da perda e imcomparavel. Ainda tenho muito medo de passar por isso de novo.Vamos rezar e pedir forcas a Deus.

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    1. Também ouvi o coração com sete semanas e soube do aborto quando não consegui mais ouvi-lo com nove semanas. Aquele silêncio é torturante. Também tenho medo, mas Deus com certeza nos dará forças para gerar com o mesmo amor da primeira vez. Um grande abraço Mayara.

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  6. Testemunho emocionante, que coloca luz a situações não tão incomuns sobre a perde de lindos anjinhos que não vieram fisicamente, mas que intercedem por seus pais de onde estão. Obrigada pela coragem de falar sobre isso.

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  7. Nossa Gabi….eu sinto muito. Minha mãe perdeu um filho e foi muito doloroso para ela. Mas graças a Deus ela conseguiu realizar o sonho de ter um menino. Não sei como é a dor que está sentindo, mas sei que é muito difícil. Seu depoimento foi muito sincero. É horrível esse descaso dos profissionais de saúde. Eles deveriam ler esse depoimento e se colocar no lugar dos pacientes também, aliás, estão lá para cuidar de uma vida. Que Deus possa confortar vocês momento e continue crendo….terá muitos filhos! Um abraço.

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    1. Minha querida Stephanie, por mais que tentasse nunca conseguiria descrever essa dor. No entanto, sei que com sua imensa sensibilidade pode imaginar. Obrigada por suas palavras. E espero que esse desabafo possa acalentar outros pais de anjinhos que se foram tão precocemente e também tornar mais sensíveis alguns profissionais de saúde tão endurecidos pela realidade.

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  8. Eu tbem perdi mas estava quase na boca do gol….eu perdi minha MARIA EDUARDA com 30 semanas. ….isso ja faz 7 anos e só agora há 2 anos descobri o que tenho ….que foi através de uma segunda gestacao de 2 meses no qual nao sabia e tive uma aborto novamente que descobri…..SOU TROMBOFILICA….tendencia a ter trombose…..o luto e o vazio sao constante no fundo da alma……nunca vamos esquecer……qto a trombofilia depous que vc passa que vc ve qtas mulheres sofrem com isso….

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    1. Fabiana imagino sua tristeza, mas Deus está conosco. Também nem sabia que existia essa doença que nos contou, ainda estou fazendo exames para ver o que aconteceu no meu caso. Graças à Deus conseguiu um diagnóstico, a incerteza é tão difícil. Obrigada por compartilhar sua experiência.

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  9. Oi Gabriela, também já vivi isso na minha primeira gestação, e mesmo sendo da área da saúde, sabendo do quão normal é essa situação e sempre dizendo aos meus alunos que o nascimento de um bebê saudável é sem dúvida o maior dos milagre, visto todas as possibilidades de “erro” que existem no processo, isso não amenizou minha dor nem impediu que muitas questões surgissem e que a culpa me rondasse.
    Não usei medicamentos nem fiz curetagem, mas fui acolhida pelos meus médicos, mesmo assim chorei dias seguidos e esperei que meu organismo respondesse! Esse tempo foi péssimo…., fiz terapia e isso foi importante para poder viver a profundidade de luto que aquele momento exigia e também a dar um espaço a esse bebe em nossa família. Hj a dor da perda não deixou de existir, mas já falamos disso com serenidade. Decidimos dar um nome ao nosso bebê, rezar por sua alma e lembrarmo-nos dele.
    A segunda gestação foi bem delicada, tinha muito medo de voltar a viver o que havia vivido, mas Deus foi extremamente generoso conosco… Hj estou na terceira gestação, essa sim com sério risco de aborto no início, mas consegui vivenciar esse momento com mais tranquilidade e segurança! Entendi que apesar da dor, sempre existe um proposito maior em tudo o que acontece, e isso, sem dúvidas, me fortaleceu e amadureceu.

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    1. Carolina obrigada por me contar sua história. Estou em busca dessa mesma serenidade. Se Deus quiser vou conseguir. Como disse a uma outra colega, o momento é tão marcante, que mesmo que o tratamento fosse outro não me esqueceria de nenhum detalhe. No entanto, acredito que relatos assim podem ajudar os profissionais a se enxergarem e melhorarem, ou repassarem seus exemplos e experiências. Um grande abraço.

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  10. Gabriela, gratidão por dividir sua história e dor, e o quanto Deus esta construindo sobre a dor e o amadurecimento, emoção em cada palavra. Verdadeiro e Humano.

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  11. Ola, passei por isso 4 vezes duas delas o ano passado, tenho 31 anos sou casada a dez anos e sonho em ser mãe, sempre pensei q daria certo por isso tentei tantas vezes, mas agora depois de tudo que passei não sei se tenho coragem de tentar de novo, e não tenho condições de pagar um tratamento, e o SUS não paga o tratamento pra gente, preferem pagar mudança de sexo pra vagabundo, desculpa o desabafo, estamos juntos nessa luta, tudo q vc falou eu sinto a mesma coisa… Abraços…

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  12. Parece q vi a minha história agora, vivi exatamente o q vc viveu, com uma diferença, não deixaram meu marido me acompanhar no ultrassom do ps o médico q o fez não falava nada e no final do exame ele me disse essa frase: é seu bebê não vingou… É normal isso acontecer ele devia ter alguma anomalia… Sofri mto, chorei mto, questionei a Deus, pq comigo? Eu queria tanto, tanta gente q não quer e tem filhos… Meu médico pediu pra eu esperar pelo menos 6 meses pra tentar de novo, passando 4 meses descobri q estava grávida novamente, um medo toma conta da gente mas a alegria foi enorme, meu bebê havia voltado, sim voltado pq eu sempre senti no meu coração q era o mesmo bebê, ele voltou pra Deus aperfeiçoar e voltou perfeito!!! Hoje meu Theodoro tem 1 ano e 8 meses, é lindo, inteligente, nunca me deu trabalho pra dormir, comer, não é pq é meu, mas Deus me mandou um filho perfeito!!!

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  13. Me identifiquei muito com seu texto! Na verdade as pessoas pensam assim melhor perder logo agora do que depois, tb já pensei assim… Mas o amor nasce no momento que a criança e gerada! Eu tive gravidez gemelar, estava internada p segurar a gravidez com 31 semanas qd tive um deslocamento de placenta, perdi muito sangue e tive q fazer um parto de emergência, eu sofrendo, sangrando e vomitando e a enfermeira disse que meu marido não poderia entrar na sala de parto, por sorte meu obstetra estava de plantão e ordenou a entrada dele, ela deu uma roupa enorme a ele e riu qd o viu vestido, foi revoltante aquela situação… Infelizmente uma bebê não resistiu e a outra foi p UTI, passou 34 dias lá! Dias difíceis !!! Mas hj está c 4 anos e cheia de saúde… Mas a minha Lara mora em meu coração, um anjo que tenho no céu, sempre me pego a imaginar como seria as duas juntas! A minha fé me ajudou muito, e Deus me mostrou que a missão de Lara foi trazer a irmazinha na terra, fazendo companhia a ela na barriga! Mas o meu amor por ela nunca deixará de existir! Tb tenho medo de engravidar novamente, mas no tempo certo Deus age! Tenha fé vc tb!

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  14. Ola Gabriela prazer em conhece-la

    Vou contar minha estória para engrossar as estatísticas de que ninguém sabe, até que passe por isso.
    Com a permissão Divina tive um filho aos 21 anos, não me casei com o pai do meu filho graças a Deus, mais meu filho foi um presente maravilhoso!
    Em 2010 conheci meu marido e nos casamos em pouco tempo, eu também estava fazendo o método billings pois queríamos uma família segundo o coração de Deus, e eu sabia que na nossa lua de mel estaria no período fértil , e não deu outra engravidei, ficamos felizes e estávamos (e ainda estamos) dispostos a ter quantos filhos Deus nos abençoasse.
    Pra nossa tristeza, comecei a ter sangramento e nem chegamos a ouvir o coraçãozinho do bebe…lembro-me de ir a maternidade chorando rios e dizendo pra Deus que eu estava preparada pra ter 10 filhos se assim Ele quisesse, mas pra perder nem um…
    Depois da perda me enchi de forças, levantei sacudi a poeira e, corajosamente pensava: um raio não cai duas vezes no mesmo lugar…já sofri muito
    Mas após isso ainda perdemos mais 1 bebe e depois descobrimos a trombofilia (SAAF) mesmo tratando, quando com o tratamento as chances chegam a ser iguais a de uma gravidez normal ainda perdi 4 (total 6)
    Nossa, nunca imaginei que seria tão forte…muitos dizem pra desistirmos, até meu marido aceita o fato, mais a vitória não é alcançada por aquele que desiste
    Estamos fazendo outros tratamentos e em breve sei que teremos nosso bebe no braço, teremos, eu, você e todas que tem o desejo de ser mãe! Estamos unidas na luta! Forte abraço e que sua Fé seja maior que seu medo! Deus abençoe a todos.

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  15. Olá Gabriela, minha história bem parecida com a sua, meu bebê iria se chamar isaac como seu marido, ele se foi com 10 semanas no dia 22 de março. hoje 1 de junho ainda penso nele, nem as roupinhas e parte do enxoval consigo doar ou vender, quero ficar pois foram os pertences que ele deixou pra mamãe ter um afago. Deus abençoe vocês, nossos filhos que viraram anjos são tão preciosos pertinho de Deus!

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