“A educação e orientação dos filhos é papel dos pais e ponto”

Da menina que sonhava em ser aeromoça à rotina corrida no setor bancário, a psicóloga mineira Ana Paula Rodrigues Ventura, de 42 anos,  se realizou ao largar o mercado de trabalho (onde esteve por 22 anos) para cuidar da família. A Popô, como é conhecida pelos amigos, descobriu  ano passado uma nova fonte de realização profissional, com horários que a permitem conciliar o trabalho, o amor pelo Cristiano e o cuidado com o João ( sete anos) e a Ana Julia (quatro anos). A história dela  é interessante e inspiradora!

Quando você decidiu mudar o rumo de sua carreira?

Me casei em 2007 e oito meses após o casamento engravidei do João Vitor. Fiquei cuidando dele sozinha por quatro meses (período da licença-maternidade) e depois retomei minhas atividades no banco. Contratei uma babá que cuidou dele até quase completar um aninho. Digo quase porque no último mês em que esteve conosco, ela faltou várias vezes ao trabalho.Alimentava-se muito mal para evitar ganhar peso, engordar e com isso a fraqueza veio e outros sintomas se somaram a ela. Não tinha mais como mantê-la cuidando do João Vitor primeiramente porque não conseguia sentir-me segura com a situação e porque eu não podia ficar faltando ao trabalho, uma vez que ela ligava pouco tempo antes do horário de chegada em minha casa, avisando que não viria trabalhar. Essa situação me causou grande angústia e preocupação. O que faria? Como conseguir outra pessoa (boa e de confiança) para cuidar do meu filho enquanto eu trabalhava? Pensei em escolinha horário integral. Até visitei algumas e por mim, era a decisão cabível na época. Meu marido não concordou, disse que nosso filho iria ¨sentir¨, ficar muito tempo fora de casa, enfim, não conseguimos entrar num acordo quanto a esse assunto. Decidimos então nos mudarmos para Betim (onde ele tinha uma casa) e confiamos à irmã dele, minha cunhada, os cuidados do João Vitor. Assinamos a carteira dela e eu o deixava na casa dela, que ficava a uns cinco quilômetros da nossa toda manhã antes de ir trabalhar.

Nessa época eu trabalhava numa agência no bairro Belvedere em BH e o tempo de deslocamento de Betim até lá, passou a ser um novo e grande problema. Eram duas horas no mínimo para ir e voltar (76 Km por dia) só no trecho casa /trabalho e vice-versa. Com isso, eu ficava 11 horas fora de casa: 8 hs cumprindo minha jornada, duas horas (sem nenhum imprevisto) de deslocamento e 1h de almoço. Chegava em casa tarde e cansada e o pior, sentindo-me culpada por não estar me dedicando da forma como queria ao desenvolvimento do meu filho. Vez ou outra vinham as viroses, febres, indisposições (muito comuns nessa faixa etária, 1-2 anos) e aí eu sofria de verdade. Queria cuidar, levar ao médico, dar o medicamento…e a angústia e a tristeza só cresciam. Eu estava infeliz com aquela situação. Bem sucedida no trabalho mas infeliz na vida pessoal. Comecei então a pensar na possibilidade de abandonar tudo e me demitir. Decisão difícil, muito difícil. Prós, contras, ônus, bônus, apoio ou não da família, do marido. Abdicar do salário (muito bom), dos benefícios (melhores ainda), da PLR, dos prêmios, das viagens de treinamento que serviam para darmos uma espairecida também¨, enfim, a angústia só aumentava e a tristeza começou a ficar estampada em meu rosto. Desejo de cuidar do meu filho, de estar com ele e não apenas vê-lo alguns minutos antes dele pegar no sono… A situação já estava me machucando tanto como ser humano, como mãe, que, após amadurecer por aproximadamente 1 ano essa idéia e mais que isso, esse desejo, BATI O MARTELO e decidi pedir demissão.

Como as pessoas que convivem com você receberam essa decisão?

Quase todos, mas quase todos mesmo, acharam que eu estava me precipitando e que eu iria me arrepender. ¨Filhos crescem¨…você vai abandonar tudo e depois?¨ Como ouvi essa frase, meu Deus. Meus pais tiveram a preocupação óbvia diante da situação de um filho que trabalhou durante anos sem interrupção e, de repente, decide demitir-se por conta de uma circunstância que, para muitos, poderia ser solucionada de outra forma que não aquela tão ¨radical¨. Meu marido estava convicto de que aquela não era a melhor decisão e que, mais cedo ou mais tarde, o arrependimento viria. Demais parentes também tinham a mesma opinião e se perguntavam como eu me sentiria posteriormente sem meu salário, sem meus benefícios, sem a rotina de ter de sair para trabalhar diariamente, tendo de cuidar integralmente dos afazeres domésticos tão repetitivos, exaustivos e que nada agregam à nossa auto-estima…Todos sabiam da minha rotina bem ¨puxada¨ e não acreditavam, nem tampouco incentivavam que eu me adaptasse a essa nova vida.

Meus colegas do Banco, os quais compartilhavam da mesma rotina e, acreditem, nos ¨acostumamos¨ com todo aquele estresse desenfreado; quase um vício, ou coisa parecida; não conseguiam acreditar que eu tomaria tal decisão. Para eles, essa decisão era algo muito distante, muito pouco provável que se concretizasse e contavam que, na última hora, eu desistisse dela. Alguns poucos e raros amigos e familiares sugeriram que eu fizesse o que meu coração pedia e que por mais que eu viesse a me arrepender, eu tinha tomado a decisão que atendia ao meu desejo, ao meu coração, ao meu sentimento e instinto de mãe.Quando nos desligamos de uma empresa em que trabalhamos muitos anos e, consequentemente interrompemos ¨aquele¨ ritmo frenético de atividades na qual estávamos inseridos, as pessoas do nosso convívio, com raras exceções, passam a nos olhar como se fôssemos ET (no sentido sobrenatural da palavra mesmo). É como se não fôssemos mais normais, ou tivéssemos saído de um padrão pré-estabelecido de normalidade onde quem não trabalha fora, ou faz essa opção em algum momento de sua vida, fosse diferente e estivesse fadado à exclusão. Sim, as pessoas (sociedade) de um modo geral começam a nos excluir e/ou rotular como “aquele que não trabalha”. Ainda aqui vale uma ressalva que julgo muito pertinente: a mulher/mãe que faz a opção de deixar seu emprego para se dedicar mais à família e aos filhos e não tem uma ajuda extra nas atividades domésticas, trabalha e trabalha muito. Não sai de casa, mas trabalha muito ali mesmo.

Todas nós mulheres sabemos o quão árduo, cansativo, monótono, estressante são as tarefas de casa…elas se repetem diariamente como a reprise de um filme chato e não nos agrega nada, a não ser cansaço. Diante disso, ouvir como tantas vezes ouvi a pergunta: ¨Você não trabalha, né¨?, me enfurecia. Respondia e ainda respondo assim: ¨Fora não, mas em casa muuuuuito¨. Chato isso porque além de nos dedicarmos a tarefas desgastantes e que não têm fim, ainda ouvimos comentários indelicados e principalmente equivocados sobre o papel e lugar que ocupamos. Não bastasse o que já foi colocado, a mulher precisa ter mil facetas, desempenhar muitos papéis e funções. Ela é filha, esposa, mãe, dona de casa (passa, lava, arruma, cozinha, cuida dos filhos, leva e busca na escola, auxilia no dever de casa, leva pra natação, faz compras, vai ao banco pagar as contas…), e por muitas vezes ainda é profissional liberal; portanto como nos referirmos a uma pessoa dessas como quem não trabalha? A sociedade precisa rever os conceitos e se policiar ao expressar qualquer opinião acerca desse assunto. É uma situação que me causa muito incômodo porque trabalha-se e muito e não temos carteira assinada nem tampouco os benefícios que os demais trabalhadores têm (FGTS, INSS, férias, 13° salário, participação nos lucros, etc).

Assinar a demissão é fácil?

NÃO! Definitivamente NÃO! Um misto de sentimentos toma conta do nosso coração nesse momento: medo, insegurança, incerteza, expectativa…alegria e um sentimento de esvaziamento, do tipo, ufa, agora sim, vou poder fazer tudo o que eu sempre quis e não pude (refiro-me aqui ao fato de poder dedicar-me mais ao meu filho). Parece que ao assinar a demissão, tudo o que foi construído nos árduos anos de serviços prestados, cai por terra, se desfaz, acaba, se apaga. Um vazio…um buraco na história, na vida profissional. Pausa, interrupção, parada, vácuo…algo que não nos pertence mais.

Você teve medo de se arrepender?

Ana Paula – NÃO! Definitivamente NÃO! Esse era o único sentimento que não me o ocorria: arrepender-me. Eu amadureci minha decisão enquanto sofria com as reflexões de como seria. O meu sofrimento estava tão grande e era um mal-estar tão real, que arrependimento nunca passou pelo meu coração. Pensava sim, que um dia, depois que meu filho ficasse um pouco mais independente (e naquela época não sabia que teria a segunda filha), ou seja, que esse período iria se estender…rsrs, eu pudesse me recolocar no mercado de trabalho, porém fazendo algo que me desse prazer e que eu tivesse a possibilidade de uma flexibilização maior de horário. E ainda hoje, passados exatamente cinco anos do meu desligamento do Banco, não me arrependo em momento algum. Esta decisão ficou bem resolvida pra mim. Penso que isso, fez toda diferença.

Como foram os primeiros dias fora do emprego?

Logo quando a gente se desliga de um emprego de muitos anos e, quando esse é, por natureza, uma ocupação que gera muito desgaste e cansaço mental e preocupação, enfim, é como se estivéssemos de férias, porém, sem ter de retornar ao trabalho, porque o vínculo já não mais existe. Existem questões burocráticas a serem realizadas: homologação, recebimento FGTS, entrada documentos para recebimento seguro -desemprego, etc. As primeiras semanas que seguem ao desligamento, ainda ficamos com muitas tarefas para fazer, a vida continua no mesmo ritmo. Solucionadas essas burocracias, o ritmo começa a diminuir e consequentemente começamos a nos entender como ex- trabalhador. Como desempregado. Então, começamos a procurar coisas para preencher o tempo,que de certa forma, agora sobra: atividades físicas, academia, caminhada, leituras, passeios, viagens, cursos de inglês, artesanato, enfim, algo que gostemos de fazer e que por muitas vezes não tivemos a oportunidade de realizar com tempo tão escasso como o de quando trabalhávamos fora.

Após essa decisão, você percebeu melhoria em quais aspectos de sua vida?

IMG-20160604-WA0005 (1).jpgA primeira diferença que senti sem dúvida foi maior disponibilidade de tempo para minha vida, minha família. Um tempo que sempre desejei. Tempo para realizar minhas atividades rotineiras, para cuidar das minhas coisas (de casa e pessoais), para apreciar uma vitrine, para fazer compras, para pensar na minha vida, nas minhas decisões, para fazer planos (menores) mas não menos valiosos…enfim, pude me reorganizar dedicando mais tempo àquilo que de fato era importante pra mim, para as pessoas e as coisas que me faziam feliz. A disposição física também melhorou muito e aos poucos, pude ir me livrando ¨daquele¨ estresse quase que inerente a todo bancário. Comecei a reocupar minha cabeça e meus pensamentos com coisas relevantes para minha vida. O que vemos hoje é uma terceirização generalizada. Como nos falta tempo, delegamos a outros tarefas que são nossas, responsabilidades que nos cabem. Não deveria ser assim com a educação de nossos filhos, porém percebo que existem muitas escolas, babás, avós, vizinhas, etc que conhecem e sabem muito mais da vida de nossos filhos do que nós mesmas. Não quis que isso acontecesse comigo, por isso, minha decisão. A educação e orientação dos filhos é papel dos pais e ponto. Eles devem, dentro do tempo que têm, inteirar-se do que acontece na vida de seus filhos, das vidas que lhe foram confiadas. É uma responsabilidade muito grande a de educar. Acompanhar o desenvolvimento e todas as mudanças que ocorrem juntamente com ele: alterações físicas, angústias, medos, aspirações, limitações, desejos, inserção na sociedade (convívio, interação, companhias), enfim, todo o universo que permeia a vida do filho, da qual temos a tutela. Não penso porém que a mãe que trabalha fora não faz isso, em absoluto. Nos dias atuais, são exceções os casos como o meu. Eu tive a oportunidade de escolher, optar. Muitas mulheres não têm e nem por isso, deixam de ser exemplares e desenvolver com empenho e amor todos esses papeis. Me refiro aqui, aos casos que, sabemos são muitos, de responsáveis (pais) que deixam nas mãos de terceiros o rumo, o norte, a orientação, o cuidado, a responsabilidade da educação dos filhos.

E graças a Deus, essa paz trago em meu coração de poder fazer pelos meus: cuidar! E mesmo errando, tendo dúvidas, inseguranças e medos, abraço essa chance diariamente e me dedico de corpo e alma a essa causa. Tento ensiná-los pelo exemplo e tenho como alicerce o amor. Penso que a partir dele e com ele, tudo podemos e conseguimos. Quero envelhecer e ser cuidada por eles, meus filhos, e então, quando esse tempo chegar, se lembrarão desse amor, e será por ele e através dele que também se dedicarão a semear, a cuidar, a zelar… a colher!

Hoje você é maquiadora. Como surgiu essa ocupação?

IMG_9739 (1).JPGSempre gostei de me maquiar e, confesso, até tinha uma certa habilidade. O interesse mesmo apareceu há mais ou menos um ano atrás quando comprei um voucher para  cursinhos de automaquiagem. Foi legal, mas pouco didático e menos ainda agregador. Isso despertou meu interesse para buscar mais informação, mais aprendizado, mais conhecimento e, logo depois eu já estava fazendo meu primeiro curso profissionalizante, com uma profissional liberal que ministra cursos onde resido. Fui me apaixonando cada vez mais, buscando conhecer produtos, pessoas da área, outros cursos, participar de workshops, feiras de beleza…E aí veio outro curso, e outro e outro. Não quis dar muito tempo entre um e outro para não me desmotivar e principalmente porque como estou em desenvolvimento profissional, penso ser importantíssimo manter-me atenta às tendências e novidades. Atualmente, procuro aperfeiçoar-me sempre que possível, incrementar o mix de produtos que uso, aprender novas técnicas.

Quais os seus planos para os próximos cinco anos?

Tenho planos de seguir com a maquiagem, trabalhando para montar um estúdio para penteado e produção completa, num espaço intimista, personalizado, acolhedor, que transmita um pouco do que sou.Planejo também construir, para aluguel, um espaço para eventos, para uma renda extra. Se eu conseguir levar adiante esses empreendimentos, estarei feliz.

Como se vê em 20 anos?

Primeiramente eu desejo de verdade estar aqui para poder falar desses meus planos novamente…ver como as coisas seguiram seu curso. Estarei então com 62 anos de idade! Meus filhos com 27 e 24 respectivamente; estarão se formando, namorando, fazendo planos para suas próprias vidas. Eu quero estar ao lado deles, aproveitando com eles cada momento, cada conquista, cada decisão importante, cada passo. Como comecei a trabalhar e contribuir para o INSS muito cedo, irei aposentar-me numa idade em que imagino estarei bem disposta para muitas atividades.

Quero estar com meu corpo e mente sãs para compartilhar minha vida, minhas experiências e acompanhar a vida os meus filhos… mais tarde dos meus netos. Sim, quero ter netos! Carregá-los nos braços, ajudar nos cuidados, contar histórias, compartilhar sobre a minha infância. Na verdade, será um tempo de dedicação. Quero me dedicar ao máximo; de corpo, alma e coração ; porque ao envelhecer, o que nos é inevitável na condição de humanos, quero ser cuidada por eles (meus filhos e netos) com muito amor, carinho e respeito.

 Qual o seu conselho para as mulheres que trabalham fora e tem o desejo de ficar mais em casa?

As experiências e as circunstâncias são muito pessoais, particulares; não dá pra dar conselho porque as histórias são únicas. O que eu aprendi na minha experiência foi a ouvir a voz do meu coração. Ele sim foi meu maior e melhor conselheiro, porque por mais que queiramos negar, mudar o curso das coisas, hipotetizar… existem fatos reais, vida real e é a ela que devemos satisfação, é a ela que devemos decisão, optar pelo sim ou pelo não já traz em si as consequências da escolha de algo em detrimento de outro. Lembro-me que quando estava vivendo aqueles momentos cruciais de dúvida e medo, torcia para que meu marido dissesse algo que me ajudasse a decidir ou influenciasse minha escolha. No meu caso, meu marido não me encorajou a desligar-me do meu emprego; nem me desencorajou. Ele expôs sua opinião e me deixou livre para decidir. Mas eu sabia mesmo sem ele dizer que, independentemente da minha decisão, eu poderia contar com ele. Ele estaria do meu lado. Tive a sorte de poder decidir sabendo que ele ¨ daria conta do recado¨ por nós dois e, ressalto, isso fez muita diferença… me trouxe tranquilidade para seguir com minha decisão. Essa mudança de rotina e hábitos precisa estar muito clara, amadurecida… É a senioridade diante da nossa escolha que nos garantirá uma postura mais assertiva, mais reta, mais focada nos novos propósitos. E então imagino que a vida fluirá mais leve, mais suave, não menos surpreendente mas seguindo um curso que vai de encontro a nossa realização pessoal, a nossa felicidade.

Muitas Marias apresenta artigos originais sobre o cotidiano feminino. Saiba como enviar seu texto clicando aqui ou escreva para  contato@muitasmarias.com . 

29 comentários sobre ““A educação e orientação dos filhos é papel dos pais e ponto”

    1. Querida Mariella,
      Agradeço o convite e a oportunidade de compartilhar minha história através de um projeto tão bacana, tão relevante como o ¨Muitas Marias¨ . Lindos e surpreendentes relatos são divulgados aqui. Histórias que nos convidam a reflexão, que mexem e falam fundo ao coração. Foi com grande prazer e alegria que o fiz. Obrigada de coração! E se me permite, um agradecimento especial a minha amiga Ivna Sa, a primeira a se interessar por essa passagem da minha vida, incentivadora incondicional dos meus projetos.

      ¨Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles”.
      Vinicius de Moraes

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  1. Sou suspeitíssima para falar dessa mulher, porque tive a chance de conhecê-la quando fiz o book de sua primeira gestação. Ela é linda por dentro e por fora. Conhecê-la é um presente de DEUS. Como me inspira!!! Parabéns Ana Paula…E no book dos 62 anos, teremos muito mais histórias lindas para contar…se teremos!!! risos

    Curtido por 1 pessoa

  2. Ana amiga querida!!! como você é uma mulher inspiradora para muitas. Quanta coragem e afetividade você tem dentro de si para tomar essa decisão que levou em conta a princípio “tantas perdas” convencionalmente valorizadas, para ouvir seu coração e sr mãe de forma total. Tenho que lhe confessar que muitas vezes quis fazer o mesmo, principalmente por ter um filho com deficiência; contudo por ter um trabalho de meio horário estou conseguindo conciliar melhor as coisas. Entretanto sua realidade era de fato incompatível com a sua qualidade de vida e também dos seus filhos em função da sua ausência forçada!!!
    Você tomou a melhor decisão para vc e isso fez com a sua luz interna, que já era grande demais, se tornasse ainda maior. Você é luz para muitos !!! mulher diva!!!! mulher coragem!!! retirei esse texto da sua entrevista que achei fantástico!!! ❤
    Beijo em sua alma!!!

    "….E graças a Deus, essa paz trago em meu coração de poder fazer pelos meus: cuidar! E mesmo errando, tendo dúvidas, inseguranças e medos, abraço essa chance diariamente e me dedico de corpo e alma a essa causa. Tento ensiná-los pelo exemplo e tenho como alicerce o amor. Penso que a partir dele e com ele, tudo podemos e conseguimos. Quero envelhecer e ser cuidada por eles, meus filhos, e então, quando esse tempo chegar, se lembrarão desse amor, e será por ele e através dele que também se dedicarão a semear, a cuidar, a zelar… a colher!.."

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  3. Aninha, quem teve a oportunidade de estar por perto quando vc decidiu sair do Banco, abrir mão de uma carreira consolidada, sabe como foi difícil sua escolha. Mas sabe também o imenso amor que motivou essa entrega. Dedicação…. essa palavra sempre lhe caiu bem. Para o futuro? O mesmo que o presente consolidou: paz de espírito e uma alegria genuína.

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    1. Querida Jacke…você… Você sabe muito sobre essa história. Se lembra quando te convidei para um almoço ansiosa por respostas para minhas questões pessoais? Eu me lembro como se suas palavras estivessem sendo ditas agora aos meus ouvidos e ao meu coração. Sempre com cuidado e muito ze-lo vc expunha sua opinião, para que ela não me influenciasse…afinal, as circunstâncias eram diferentes.
      Te agradeço e agradecerei eternamente. Não foi à toa que procurei a ti: uma luz do bem, a auxiliar e ajudar a quem precisa. Gratidão minha AMIGA do coração.

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  4. Que história emocionante!!! E que orgulho ter uma pessoa assim como você próximo a mim, assim podendo me espelhar e crescer . Parabéns Ana! Te admiro por tudo mas, principalmente pela sua determinação e dedicação. Sou sua fã! Continue assim porque você vai longe!

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    1. Querida Nayara (pra mim apenas Na), vc tão jovem, tão doce, tão cheia de sonhos, inteligente, sensível…
      Minha incentivadora e primeira modelo de make (sempre vou contar isso com gde orgulho e carinho). Obrigada por sua meiguice e torcida. Obrigada pelas aulas de informática (rsrsrs), por compartilhar sua câmera fotográfica top para eu fazer minhas fotos de maquiagem, obrigada por ficar com meus filhotes qdo preciso resolver algo rapidinho ou mais demorado (eles te adoram) será porquê? Que seu caminho seja lindo, iluminado e florido como sua alma e seu coração. Beijo grande.

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  5. Ana Paula, muito linda a sua história! Você é uma mulher guerreira! Durante o tempo que estava lendo, me fez refletir em muitas coisas. Sofremos muito em deixar nossos filhos. Estou passando pela mesma coisa que você passou anos atrás. Quero poder dedicar muito as minhas filhas, mas hoje nesta época diferente de alguns anos atrás talvez eu não possa fazer a mesma coisa que você fez. Parabéns pela sua dedicação! E obrigada por compartilhar sua história! Um bjo grande!

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    1. Querida Karla, obrigada por suas palavras… Como te entendo… Ainda mais agora que vc tem 2 princesas: Júlia e Manuela. Na verdade, acho que num momento ou outro, toda mãe vive essa angústia. Como disse, não é uma decisão fácil… Nos dias atuais então, quase improvável… Infelizmente porque reduz e muito as opções de escolha. Mas penso também que todo e qualquer tempo dedicado com qualidade e amor genuíno aos filhos, é determinante e essencial para a construção do elo de afeto familiar, bem como aos frutos que colheremos (nós pais e eles filhos), no futuro. Bjo grande e que Deus abençoe sua linda família.

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  6. Ana Paula, linda sua história e assertiva sua reflexão.
    Somos privilegiadas ao escolhermos/ optarmos prioritamente pela educação dos nossos filhos e ao mesmo tempo somos “sugadas” pelo excesso de facetas domésticas, maternais e profissionais a realizarmos, não é?! Mas o que nos move é o amor e a felicidade de construirmos (educando) novos cidadãos, futuros pais, profissionais, pessoas que alicerçadas em nossos valores serão o nosso próprio futuro e o futuro de um mundo melhor.
    Eu fiz esta opção também e não me arrependo. Obrigada por seu relato!

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    1. Eni obrigada por suas palavras! Concordo plenamente com você! Na educação que temos tanto empenho em dar aos nossos filhos, está implícita a preocupação que temos com o futuro deles, como os adultos que se tornarão, com as famílias que formarão, com os ensinamentos que também irão compartilhar com seus filhos, nossos netos. Penso que essas sementes irão se perpetuar… É o que desejo de coração. Um abraço fraterno.

      Curtido por 1 pessoa

  7. Amei Ana, parabéns, as pessoas deveriam sim ter pensamentos mais abertos como você, pessoa admirável, batalhadora, mãe, mulher, cada dia que passa admiro mais sua personalidade, grandeza de espírito, amável, amiga, parceira, agradeço a Deus pela oportunidade de ter conhecido você, uma de muitas marias que o mundo precisa conhecer, foco, força e fé, beijos.

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    1. Fabi querida estou aqui emocionada com suas palavras. De fato nosso encontro onde a princípio eu era apenas sua cliente e hoje amiga, trás muita alegria ao meu coração. Em nossas conversas semanais pudemos nos conhecer melhor e descobrir com quantas maravilhas Deus presenteia seus filhos não é mesmo? Apenas segui meu desejo e o meu coração, porque como eu disse, ele sempre é o melhor conselheiro. Bjos e obrigada pelo carinho!

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  8. Ana maravilhosa, quando crescer quero ser igual a você, te admiro muito tive o prazer e o privilégio de trabalhar com você na sua última fase no banco, não conheci até hoje uma pessoa tão especial, profissional dedicada, chefe justa e competente, é até difícil falar de você sem parecer piegas, mas resumindo você é maravilhosa e merece todo sucesso do mundo Deus te abençoe sempre te adoro beijossssss.

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    1. Assim meu coração não aguenta tanto mimo e amor! Recebo tanto da vida e dos meus amigos…força que alimenta minha fé e determinação. Obrigada querida Alexia por seu carinho sempre tão explícito, por me incentivar em meus novos projetos, pela torcida que tenho certeza, é sincera. Que Deus abençoe a você e sua linda família! Paz e bem!

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  9. Nossa irmã..
    Mesmo sabendo de TODA sua história,me emocionei,pude sentir novamente a emoção de anos atrás..
    Sua decisão foi de muita coragem,determinação e acima de tudo amor e zelo pela família.
    Tenho muito orgulho de você,e sou grata por me presentear com dois sobrinhos maravilhosos!
    Te desejo tudo de melhor..que Deus continue te abençoando muito.
    Sucesso ABSOLUTO em sua nova escolha profissional!!! Beijos

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    1. Obrigada minha irmã por suas palavras, seu carinho e incentivo para que meus novos projetos se concretizem. O melhor é ver que TUDO, absolutamente tudo valeu a pena; afinal todas as minhas decisões foram tomadas com amor e muita fé nas providências de Deus. Beijo grande!

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  10. Ana, como eu admiro você. Participei deste momento seu de vida e como fiquei feliz com a sua decisão. Quando optamos pela família Deus sempre nos dá o melhor.

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    1. Querida Paty, minha amiga e um anjo para tantos momentos instáveis e de angústia. Seu afeto, seu coração puro e sua amizade foram um tesouro em minha vida. Que Deus te recompense por esse carinho e pela torcida que sei que tem por mim, meus projetos e minha família. Que Deus em sua infinita bondade, também prepare o MELHOR para você! Beijo grande!

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  11. Querida Amiga Ana Paula, você é um exemplo.
    Realmente, está é uma das decisões mais difíceis e acertadas que a vida proporciona às mães. Só quem passa por isto sabe o quão é difícil.
    Como você sabe, para mim também não foi fácil tomar está decisão, mas com certeza a mais certa em toda minha vida. Afinal, depois disto veio o Álvaro e nos conhecemos.
    Como Deus foi generoso em colocá-los nas nossas vidas.
    Às vezes percebo seu cansaço devido a correria do dia a dia. E o pouco tempo que temos para conversar. Rsrsrs… sempre corrido e cheio de afazeres. Mas, a determinação de fazer tudo e da melhor forma, a mais correta, supera todo o cansaço que percebo que você possa está sentindo.
    Graças a Deus João Vitor e Álvaro foram nosso elo de amizade. Posso dizer que o amor de amigos que eles tem um pelo outro, se estendeu às nossas famílias.
    Vê-la bem, feliz e cada dia se mostrando mais segura com sua decisão me deixa feliz também.
    Agradeço a Deus pela sua vida e de sua família. Vocês são muito importantes para nossa família também.
    Feliz o dia que conversamos sobre maquiagem. Creio que Deus usou aquele momento para confirmar no seu coração aquilo que você podia está pensando, mas que ainda não tinha buscado / procurado, para ter plena certeza se era isto que deveria fazer.
    Sucesso sempre é o que desejamos a você, do fundo do coração.
    Beijos e cheiro nas crianças.

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    1. Ana querida, minha “xara”, minha amiga…
      Daquelas de verdade, de bom coração, alma pura, disposta a ajudar sempre, família linda pela qual tenho grande apreço e carinho. De fato nosso filhotes nos uniram e estenderam às nossas famílias de origem o mesmo carinho. Agradeço a Deus por esses presentes abençoados que ele me dá.
      Obrigada por suas lindas palavras, pior seu amor e consideração comigo e toda a minha família. Que Deus cultive para sempre nos corações dos nossos filhos e nos nossos também, a doçura dessa amizade. Um beijo grande para todos vcs!

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  12. Que Lindo saber um pouquinho da sua história!
    Parabéns por suas escolhas, acredito que em todas não foram fáceis mais foram as melhores,
    Que Deus continue te abençoando e capacitando na criação do João e da Júlia, que por sinal são crianças Lindas
    e sim muito educados e inteligentes
    Que você possa colher todos os frutos que com tanta dedicação tem plantado.

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    1. Obrigada Camila!
      Meus maiores presentes e meu maior motivo para todos os projetos e decisões: eles, sempre eles: meus filhos tão sonhados, tão desejados, tão queridos, tão amados. Que minhas escolhas venham a somar flores e frutos sadios na vida e nos cidadãos que eles estão se tornando. Beijos!

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  13. Amiga, compartilhamos muitas fases juntas mas esta uma decissão muito importante pois envolvia vários fatores. A princípio um pouco assustada com as suas decissões e certezas mas para uma Mulher guerreira, determinada e corajosa tudo daria certo. Hoje certeza que fez a melhor escolha. Parabéns você merece muito mais! Muito feliz por você e uma torcida enorme! Grande beijo.

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    1. Minha amiga querida, uma irmã do coração! Qtas coisas compartilhadas nesses anos de amizade…muitas histórias, momentos, etapas… Você, sempre um presente e presente nessa caminhada. Obrigada minha Amiga por seu apoio, seu carinho, por compartilharmos segredos, confissões, angústias, medos, alegrias, sonhos…
      Sinto não poder dedicar o mesmo tempo de antes mas em meu coração nossa amizade e minha gratidão estão cada vez mais sólidas! Você é muito importante pra mim!!!

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  14. Uma história inspiradora! Ana, você merece o prêmio de supermãe! Parabéns pela sua atitude, é um exemplo para tantas outras mulheres.

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    1. Nathalia querida, obrigada por seu carinho!
      Percebo o quanto de afeto ronda o seu coração e imagino a alegria de seus pais em ter uma filha assim: carinhosa e que valoriza o que de fato importa nessa vida, a família principalmente. Um abraço carinhoso e mantenha-se fiel à essas virtudes.

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