Não é o amor que sustenta o relacionamento

Ah, o amor! Quem não procura ou, depois de tanto buscar e encontrar, descansa na certeza de possuir um bem maior? Afinal, se há o amor, o relacionamento irá bem.

Pois é… atribuímos ao amor (sentimento que temos pelo outro) a responsabilidade por manter vivos nossos relacionamentos. Mas será que é isso mesmo? Ou seria o amor aquele que se sustenta a partir desse cuidado cotidiano com o outro? Ama-se o cuidado, o gesto, o olhar. Ama-se o silêncio e a companhia. O que se ama, o que nutre o amor é a “rotina”, o cotidiano.

Não são as declarações públicas com foguetes, nem as declarações penduradas num avião ou outdoors estampando fotos dos dois que “nutrem” o amor. Algumas declarações extravagantes podem, sim, causar um “frisson” momentâneo, mas é no dia a dia que o amor é alimentado, cultivado. São os gestos pacientes, cuidadosos, um sorriso ou um olhar gentil que tornam o nosso dia melhor e, assim, a nossa vida mais leve.

Nós nos unimos a alguém pra que o fardo seja mais leve, um completa o outro, um supre o que falta no outro, um apoia-se no outro e a vida, que antes era solitária, agora tem companhia pra jornada.

Vai-se mais devagar, no entanto, mais longe, pois quando um está cansado é a mão estendida do outro que motiva a dar mais um passo. O amor se nutre disso, de diálogo, generosidade, bondade… quando no cotidiano estes gestos somem, desgastados pelas discussões, falta de toque, intimidade, diálogo, parece que o amor começa a morrer, mas antes não é ele quem morre, e sim nós.

O amor contempla tudo que nós precisamos pra viver – e viver bem e feliz. O amor é pra ser cultivado, eu cuido “do outro”, pois é o outro que me nutre… sou eu que tenho a missão de nutrir o outro também. Quando deixo de nutrir o outro, acabo deixando de fazer isso a mim mesmo, pois ele não terá o que me dar.

Não é o amor que sustenta o relacionamento, é a forma de se relacionar que sustenta o amor. Se o amor parece estar no fim é porque ele não foi sustentado diariamente. Cuide bem de seu amor. Cuide bem de você. Na missão de fazer “o outro (eu) feliz” encontramos a verdadeira felicidade.

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Cristina Coutinho
Paranaense, formada em Administração e graduanda em Psicologia, na ciência encontra a essência e reconhece que, quanto mais aceita quem é, avança. Ama música, poesia e saudade; todas a levam em direção ao céu. Acredita no poder da palavra escrita e da linguagem verbal, ou não. Entende que a vida flui de dentro pra fora e, por isso, o amor deve ser sua maior necessidade diária.

3 comentários sobre “Não é o amor que sustenta o relacionamento

  1. Concordo totalmente com o seu texto Cris! O amor é a plantinha nossa de cada dia que tem que ser regada, posta ao Sol e adubada de quaqndo em quando. Muita conversa, diálogo, abrir mão de alguns pontos de vista. Convencer em outros. Tudo com muito carinho e dedicação. Cuidar de si e do outro. Sempre. 🙂 😀 ❤

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