Não é fácil

Como é verdadeira essa fala!

Não é fácil trabalhar, não é fácil estar desempregada, não é fácil namorar, não é fácil estar solteira, não é fácil ter filhos, não é fácil lavar louça, não é fácil viver em uma casa desarrumada, não é fácil aturá-lo, não é fácil estar sozinha…

Esta expressão indica uma queixa que omite um ideal, um bem almejado que nos custa conseguir. Para a vaidosa, é preciso estar sempre bonita, mesmo que a saúde seja colocada em risco com dietas malucas e exercícios mirabolantes. Poderia citar diversos exemplos de ideal, mas ressalto o  que cabe em todos: a virtude. Afinal, todos buscamos evoluir para o bem.

E que virtude a ser buscada é maior do que o amor?

Não  aquele amor que gera alegrias transitórias, que passa e nos decepciona, mas o que traz a felicidade  permanente que dá o sentido à vida.

Amamos porque necessitamos amar. Esta realidade às vezes não é percebida por nós, como na situação de uma criança que chora porque tem sede. Antes de oferecer água, as mães checam se a fralda está limpa, oferecem brinquedos, tentam ninar, até que, ao oferecer água, a criança fica tranquila : era apenas com sede.

A necessidade de amar é real! E para amadurecer no amor, é preciso superar as dificuldades pelo  caminho. Como é belo o casal que sabe enfrentar um problema financeiro junto, por exemplo,  e percebe que seu  laço de amor fica mais firme! Cada obstáculo  exige a prática de uma virtude concreta; então, aos poucos, vamos amadurecendo nossas virtudes e percebendo o valor de cada dificuldade.

O que pode nos  impedir, porém, de alcançar a plenitude, é ser cúmplice da dificuldade, com uma infidelidade pessoal que nos prejudica! Assim, a expressão “não é fácil” deve ser seguida de uma atitude.

É preciso agir e, com humildade, perceber que não se alcança um ideal em um único passo. Tudo evolui, não há ser vivo que tenha nascido pronto, nem flor que venha antes da semente e do trabalho do jardineiro. E o amor, aquela virtude sobre a qual falamos acima,  também evolui.  Começa como o amor sensual, depois  evolui para o amor afetivo de complacência que deve elevar-se ainda para o sacrificado amor da benevolência. E por fim, há o amor de transcendência, que engloba todos os outros e os supera, o amor de Deus.

Todos os outros amores  de nossa vida são centelhas da infinita fogueira que é o amor de Deus.

Mas, afinal, como superar o “não é fácil”?

Ame!

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Débora Romano

Engenheira de Alimentos formada pela USP. Campineira que vive atualmente na cidade do Rio de Janeiro. Católica, apaixonada por crianças.

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