Nova Zelândia para se surpreender

Casa de ferreiro, espeto de pau. Essa foi a primeira frase que passou na minha cabeça quando descobri que ia para a Nova Zelândia dois dias antes do embarque, depois de passar mais de quase 3 anos falando para todos os meus clientes: comprar a sua viagem com antecedência é essencial para conseguir se planejar e reservar tudo o que quer com tranquilidade e excelentes tarifas.

A chegada ao país foi em Auckland, após uma conexão em Santiago. O voo saiu do Chile e fez a rota Transpolar, a mais rápida para a Nova Zelândia. Doze horas dentro do avião é uma tortura para alguém tão ansioso como eu. Por causa do tempo de viagem e a grande diferença de fuso, quando cheguei, tudo que queria era deitar na cama macia do hotel e capotar. Mas, durante qualquer viagem, perder tempo não é um luxo que eu vou me dar.

Auckland é a maior cidade do país com aproximadamente 1,5 milhões de habitantes. Os principais hotéis e lojas ficam na região da Queen Street e do Viaduct Harbour. A cidade é uma delícia para caminhar durante o dia graças aos diversos parques e praças espalhadas pela região central, que no outono ficam com uma coloração encantadora.

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Para os apreciadores de vinhos, há uma balsa que sai do principal porto e vai à Waiheke Island. A ilha possui várias vinícolas e uma fazenda produtora de azeites onde é possível fazer uma degustação. Fazer o passeio é uma delícia e o almoço na vinícola é incrível.

De Auckland peguei um voo a Christchurch, onde passei uma noite antes de embarcar no trem Tranzalpine com destino a Greymouth. A viagem de trem dura praticamente 4 horas e a paisagem é sensacional. O trem passa por lagos e montanhas, que nessa época do ano começavam a ficar com seus picos nevados. Para quem tem o cabelo mais rebelde (assim como eu) e quer ir ao vagão aberto, vale a recomendação de colocar um gorro para não sair com cara de doido em todas as fotos (assim como eu, de novo).

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Logo após chegarmos a Greymouth, fui a Queenstown após uma parada de uma noite em Franz Josef, para conhecer os glaciares. Infelizmente, uma tempestade cancelou nossos planos e, por isso, fomos mais cedo para passar o dia na charmosa Wanaka. Uma cidadezinha à beira de um lago e super romântica. O típico lugar que te faz pensar: “Cadê meu amor para assistir ao pôr do sol à beira do lago?”

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No começo da noite cheguei a Queenstown. Ah, Queenstown. Todo mundo onde eu trabalho reclama de tanto que eu falo dessa cidade. Eu amo São Paulo, mas Queenstown me encantou de uma forma que é difícil de explicar. A cidade é super pequena, à beira de um lago com algumas montanhas a sua volta. Quando se está chegando à cidade, a vista panorâmica é impagável. É uma cidade conhecida principalmente por seus inúmeros esportes radicais, mas a cidade vai muito além disso. Com um povo super receptivo e uma quantidade enorme de brasileiros, é difícil não se sentir em casa.

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De lá eu fiz um passeio a Milford Sounds, região também conhecida como Fiordland. Lá é possível fazer um minicruzeiro pelos fiordes, que é lindo. Alguns dias antes havia chovido bastante e isso fez com que todas as cachoeiras dos fiordes estivessem a todo vapor. Na volta, voltei de avião, um bimotor que chacoalhou um pouco, mas nada que atrapalhasse a vista das montanhas. Até aquele momento, um dos voos mais lindos que já havia feito na minha vida.

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No mesmo dia que fui conhecer os fiordes, o nosso guia nos apresentou um amigo, que é dono de uma empresa de helicópteros na cidade. Enquanto conversávamos, ele nos falou que tinha um helicóptero disponível e nos chamou para um passeio. Não preciso nem dizer que ficamos animadíssimos. Seria minha primeira vez em um helicóptero, e o visual já me impressionava só de imaginar. Fomos ao aeroporto, entramos à bordo do helicóptero (depois de passar a rápida vergonha de uma pesagem para ver se não excedíamos o peso – sorte foi ter tido um almoço rápido e light nesse dia) e levantamos voo. Fácil de descrever, mas difícil fazer jus à realidade. A mudança da estação, o visual alaranjado da vegetação, o céu claro, um dia lindo, a cidade ficando pequena aos pés da montanha conforme chegávamos ao seu pico. Espero algum dia ver algo tão bonito, que supere essa imagem.

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No restante da viagem ficamos até extasiados pela experiência até então. No dia seguinte, para agitar um pouco as coisas, fomo ao primeiro bungy jump comercial do mundo. O salto foi bem emocionante, a queda livre foi uma delícia. Foram 4 segundos libertadores. Apesar do frio na barriga, a paisagem é tão linda que você nem arrisca fechar os olhos e perder algo.

Além das atividades sensacionais que Queenstown possui, a cidade tem bares para todos estilos, e pessoas também. Todas com uma beleza diferente! Esbanjando simpatia, era fácil de se sentir entre amigos ao redor de desconhecidos. O que é bem comum, é passar por diferentes bares na mesma noite, então não se assuste se te chamarem para 4 bares diferentes, já que tudo é muito perto, e a cidade é extremamente segura.

A Nova Zelândia é um país de experiências variadas, de vinícolas e cidades românticas a cidades badaladas e para aventureiros. Culturalmente rica, foi um país que me surpreendeu, mesmo ainda tendo altas expectativas. Esse foi só mais um dos lugares que pude riscar da minha lista de desejos. E o resto do mundo que me aguarde!

foto-perfil Icaro Bioni

Mutável e indeciso, quer ver o mundo com os próprios olhos e conhecer a percepção do mundo que as  outras pessoas têm. Ainda não sabe o que quer fazer da vida além de viajar e ser feliz. Não dispensa um bom vinho, uma boa companhia e um bom doce.

Muitas Marias apresenta artigos originais sobre o cotidiano feminino. Saiba como enviar seu texto clicando aqui ou escreva para  contato@muitasmarias.com .

10 comentários sobre “Nova Zelândia para se surpreender

  1. Aaaahhhh que texto delicioso de ler! Amei saber mais sobre a Nova Zelândia através de seus olhos!
    Nossa que viagem phyna hein? Pode isso, produção?? kkkkk….brincadeira, foi mais que merecido!
    Fiquei com muita vontade de conhecer esse “pequeno grande país” e já anotei as dicas: levar um gorro pro trenzinho e almoçar light antes de qualquer voo 🙂 Hahahah…
    Demais seu texto e muito rica sua experiência!!
    Bjooo

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    1. Muito Obrigado Tassiana!
      Espero que quando você visite a Nova Zelândia, se apaixone pelo país tanto quanto eu me apaixonei, e olha que só visitei uma parte. Tem muita coisa ainda para conhecer, mas isso fica para uma outra visita 🙂
      Beijo

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  2. Ícaro, conhecer a NZ sob sua ótica foi encantador, maravilhoso. Sem duvida, foi uma viagem muito bem programada e de muito bom gosto, nem parece uma viagem de última hora!!!!
    Obrigada por compartilhar essa linda experiência e me deixar morrendo de vontade de ir também rsrsrsrs.
    Viajar, ser feliz e boa companhia…. amei essa frase!
    Bjs

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    1. Obrigado Alexandra! Fico feliz que tenha gostado 🙂

      Planejamento (mesmo de úçtima hora) e um pouquinho de sorte sempre ajudam. Mas o país funciona super bem, o que ajuda bastante.

      Pode ir, e será super bem recebida. Os “kiwis” são super simpáticos.

      E aliás: viajar, ser feliz e boas companhias – é um combo sensacional.

      Beijo

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  3. Oi Icaro,
    bem vindo ao nosso Muitas Marias, seu texto é muito motivador MESMO!!
    Escreva sempre sobre suas experiências de viajante para nós!
    Fiquei em dúvida, você passou pelos espaços onde foi filmado O Senhor dos Aneis? Há alguma referência ao filme por lá?
    Obrigada , abraço e paz
    Mari

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    1. Olá Mariella!

      Obrigado! Adorei poder contribuir um pouquinho. Quem sabe não escrevo mais alguma coisa 🙂

      Infelizmente não passei por nenhuma locação dos filmes. Fiz uma breve parada onde foi filmada uma das cenas do filme do Wolverine só.

      Na NZ tem muitos lugares que foram filmados os filmes da trilogia, tanto na ilha norte como na ilha sul, mas o mais icõnico é Hobitton. Já vi muitas fotos “reais”, e vários relatos, e todos que visitam amam! Vale muito a pena fazer uma visita (da pra fazer saindo de Auckland mesmo).

      Abraço,

      Icaro

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