O que é que eu vou fazer com essa tal liberdade?

Uma das palavras que me vêm à mente ao observar a internet, as redes sociais, é “liberdade”. Isso tem relação a diversas razões, seja pelas fotos good vibe, pelo fato de as pessoas escreverem com liberdade, sobre como estão felizes, vivem bem, o que querem, dentre outras coisas.

Ao refletir sobre essa liberdade na internet, pensei em quem não tem esse recurso. Nas pessoas que não têm a oportunidade de postar fotos lindas, ou mesmo que não se motivam a escrever nas redes e se expor. Será que, devido a isso, essas pessoas não são livres? Hoje com tantas definições relativizadas, muitas vezes, parece não ser claro responder.

Se definirmos a liberdade como poder fazer o que se quer, ninguém seria livre. Afinal, teríamos muitas restrições a esta liberdade. Eu mesma quero viajar, mas me falta dinheiro.

Porém,  a partir do momento que  quero ser eu mesma, me expressar, mostrar meu potencial como pessoa e algo me impede, aí há a verdadeira restrição da liberdade. A liberdade flui do espírito, da alma, como uma característica da vontade, mas não se termina nela apenas; a liberdade implica o poder de que uma pessoa seja plenamente ela.

E será que restrinjo a liberdade alheia? Com difamações, preconceitos, generalizações? A liberdade nada tem a ver com a diminuição dos limites ou com uma imagem! Se fosse assim, uma pessoa com limitações físicas seria menos livre, com limitações financeiras seria menos livre, mas hoje percebo falta de liberdade em quem sofre preconceitos, quem luta para ter uma vida melhor, para se expressar como pessoa e não consegue.

Vejo os acontecimentos de violência recentes, os diversos atentados contra cristãos e pessoas de outras religiões como um exemplo de restrição de liberdade. A violência do outro lado da moeda não vem de uma religião, mas sim de pessoas que não querem dar valor a liberdade, talvez porque não consigam alcançá-la, não consigam se expressar verdadeiramente como seres humanos. E perdem, de fato, sua humanidade e as características peculiares do ser humano.

No fim, o que mais importa é aprendermos a valorizar nossa liberdade, mas, também, respeitar a do outro.

 

Débora Romano

Engenheira de Alimentos formada pela USP. Campineira que vive atualmente na cidade do Rio de Janeiro. Católica, apaixonada por crianças.

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