A beleza da maternidade

Antes de escrever esse texto, pesquisei várias obras de Arte que demonstram o termo maternidade – desde Leonardo da Vinci com suas inúmeras Maddonas até Gustav Klimt e as fotografias de Sebastião Salgado – e quantas facetas foram mostradas. As mães ali retratadas mostravam doçura, pureza, acalento, mas também força, fortaleza e resiliência em seu olhar. Mas havia ali algo indiscutível, que não podia ser silenciado nem com o argumento costumeiro do gosto, e esse algo é a beleza.

Não precisamos elevar essa discussão utilizando apenas a Arte como exemplo, mas podemos ver isso em nosso dia a dia. Ao nos depararmos com a cena de uma mulher com seu filho nos braços podemos ver ali uma beleza que está além de um olhar simplista. 

Desta forma, lanço uma pergunta a todos vocês: porque a cena de uma mãe segurando o filho nos braços é bela? Por que há beleza em um gesto tão ordinário e tão comum?

A beleza está ligada diretamente ao conceito de verdade e bondade. Observando este retrato simples podemos ver beleza  porque também vemos nele, verdade e bondade.

Não sabemos quem é aquela mulher, não sabemos da história dela, nem o que ela passou para estar ali com seu filho nos braços, mas sabemos que ela se tornou mãe porque acreditou em uma verdade indiscutível: a vida. A maternidade desligada da verdade da vida é sem sentido! Imaginem se eu perguntasse a  uma mulher se ela é mãe, quando ela respondesse que NÃO, eu a felicitasse com  um enorme “Parabéns mamãe!”

A real beleza da maternidade é esta: uma mulher  que acolheu a verdade da vida, não importando se seria fácil ou difícil, quantas noites em claro teria que suportar ou quantas lágrimas derramaria por seu filho. Você pode até achar que não há beleza neste gesto, e que a maternidade não é algo assim tão bom, mas a verdade da vida é indiscutível.

E como uma simples mulher segurando uma criança nos braços pode evocar tamanha beleza? Vejam esse exemplo que o filósofo Roger Scruton utiliza: a Catedral de Veneza é belíssima, com sua abóbada e pilares enormes e de fato é uma obra arquitetônica que, só de olhar já nos impressiona com sua beleza. Mas,  o que faz a catedral se destacar em meio à cidade são as casas e edifícios que ornamentam a paisagem, sem nenhuma beleza tão aparente assim. Se todos os prédios de Veneza tivessem a mesma pompa que a catedral, ela não seria destacada e tornaria algo comum.

A maternidade é essa grande catedral que se destaca, bela e imponente, não importando o que está ao seu redor,  e seus filhos ornamentam o seu ser e dão sentido àquilo a que cada mulher foi chamada a ser. Assim como existem diferentes estilos artísticos, ou seja, vários estilos de catedrais, existem vários tipos de mãe, com suas diferentes histórias, mães com filhos biológicos, com filhos de coração ou filhos espirituais. Todas porém,  carregam a bondade e a beleza de terem aceitado a vida e deixado que essa verdade resplandeça aos olhos de todos.

Querida mãe, acredite na beleza que a maternidade tem. Acredite, mulher,  que assim como Veneza não seria a mesma sem a sua imponente catedral, o mundo não seria o que é sem a beleza da vida que você aceitou receber  e cuidar. Acredite que os sacrifícios feitos durante a maternidade dão maior beleza ainda ao que você é. Acredite que  você é sim, obra de arte bela, que ao longo da história vários artistas quiseram pintar em uma beleza com gestos tão simplórios, e que carrega uma das maiores verdades que o ser humano acredita: a dignidade da vida.

Parabéns a todas a mães (e parabéns à minha mãe) por mostrar ao mundo a beleza transcendental da maternidade.

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Barbara de Souza Araujo é noiva, brasiliense, artista plástica com muito orgulho e professora com muito amor. Católica, federada ao movimento Regnum Christi, acredita de todo o coração que o amor é o motor de tudo e que a beleza é fundamental para termos um olhar sensível para com o mundo e para com o próximo. Aquarelista e criadora do Ateliê Babi Araujo (@ateliebabiaraujo) cuja missão é concretizar sonhos e trazer mais beleza ao mundo.

 

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